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| Friday, 30-Apr-2004 00:00 |
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Saudade (Miguel Falabella)
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Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no
chão dói. Torcer o
tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói
bater a cabeça na
quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e
pedra no rim. Mas o
que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora
longe. Saudade de uma
cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra
mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que
nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o
tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é
a saudade de quem
se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade
da presença, e até
da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela
no quarto, sem se
verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e
ela para a
faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia
sem vê-la, ela o dia
sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor
de um acaba, ou
torna-se menor, o outro sobra uma saudade que ninguém
sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela
continua fungando num
ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer
a barba por causa
daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele
foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não
saber se ela tem
comido bem por causa daquela mania de estar sempre
ocupada, se ele tem
assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na
Internet e encontrar a
página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar
entre dois carros, se
ele continua preferindo Skol, se ela continua preferindo
suco, se ele
continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ele
continua cantando
tão bem, se ela continua adorando o Mac Donald's, se ele
continua amando, se
ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não
saber mesmo! Não saber
o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como
encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber
como frear as
lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a
dor de um silêncio
que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela
está com outro, e ao
mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao
mesmo tempo
perguntar a todos os amigos por isso... É não querer
saber se ele está mais
magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber
de quem se ama, e
ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto
estive escrevendo e o
que você, provavelmente, está sentindo agora depois que
acabou de ler.
" Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito
grave, para
sentirmos tanta saudade..." - Miguel Falabella
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| Thursday, 29-Apr-2004 00:00 |
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Virando o Jogo (O filme)
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Eu tirei essa frase do filme Virando O Jogo e achei interessante demais... Devemos levá-la pra nossa vida, pois quase sempre trocamos o que realmente importa, por um momento de glória perante os outros... Deixamos de viver, aproveitar cada minuto para tentar "algo maior". O momento é esse, viva cada segundo de sua vida, porque não sabemos se teremos outra chance como a que temos... Valeu... Dado (PsicoPato)
"QUANDO O TIME SUBSTITUTO SAIU DO ESTÁDIO AQUELE DIA NÃO HOUVE CHUVA DE PAPEL PICADO NINGUÉM FEZ COMERCIAL DE TÊNIS, REFRIGERANTE OU CEREAL. SÓ HAVIA UM VESTUÁRIO PARA LIMPAR E UMA CARONA PARA PEGAR. MAS O QUE ELES NÃO SABIAM É QUE SUAS VIDAS MUDARIAM PARA SEMPRE PORQUE ELES FIZERAM PARTE DE ALGO GRANDIOSO. E A GRANDEZA, MESMO BREVE, FICA NO HOMEM. TODO ATLETA SONHA COM UMA NOVA CHANCE. ELES A VIVERAM. "
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| Wednesday, 28-Apr-2004 00:00 |
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MATÉRIA - REVISTA EXAME (Por Max Gehringer)
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Há 30 anos, talvez um pouquinho mais, o Santos Futebol Clube tinha aquele timaço acima de qualquer suspeita -- seu currículo de conquistas já era tão extenso que nem caberia nesta página. Apesar disso, o apetite da equipe por vitórias continuava o mesmo, e lá estava o Santos na reta final para vencer mais um campeonato. Então, numa daquelas partidas contra um time sem expressão, em que o Santos sempre se empanturrava de fazer gols, a máquina emperra. O tempo vai passando, passando, e o placar teima em não sair do zero.
Aquele pontinho perdido poderia ser desastroso, e Lula, o técnico do Santos, ia ficando cada vez mais aflito. Até que, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele cansa de esperar que seus craques resolvam a situação por conta própria e decide tomar uma providência gerencial. Olha para o banco de reservas e chama o atacante Pitico.
- Pitico, vem cá. É o seguinte. O Pelé ficou muito isolado ali na frente. Vai lá e encosta nele, para a gente ter mais opção de ataque.
- Falou, seu Lula.
- Além disso, nosso meio-de-campo está no maior bagaço. Você volta um pouquinho quando a gente estiver com a bola, para ajudar na armação.
- Certinho, seu Lula.
- Só mais uma coisa. O ponta-esquerda deles já matou o Carlos Alberto de tanto correr. Quando eles saírem jogando, você cai ali pela direita e fecha o espaço. Alguma dúvida?
- Só uma, seu Lula. Se o senhor acha que eu sou mesmo capaz de fazer tudo isso, por que é que eu ganho só três salários mínimos por mês?
Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem -- sem contar a formação superior -- liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.
Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada
vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.
- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
- In a hurry!
- Saúde.
- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
- Não, não. Cópias normais mesmo.
- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
- Fabiana, desse jeito não vai dar!
- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
- Como assim?
- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
- Futuro? Que futuro?
- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
- Sei. Mas o senhor é hands on?
- Hã?
- Hands on. Mão na massa.
- Claro que sou!
- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.
Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará -- com justa razão -- que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.
Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.
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| Tuesday, 27-Apr-2004 00:00 |
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Gostar é muito fácil...
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Gostar é muito fácil...
Gostar é tão fácil...
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
aprenda a fazer bonito o seu amor.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Tenho visto muito amor por aí: amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito.
Apenas isso: bonitos...
Amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira...
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência! Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível?
Talvez não...
Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.
E, sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo.
Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Adie sempre, se possível, com beijos, aquela conversa importante que precisa ter, arquive se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como a sinceridade, não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito), abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs, falando besteiras, mas criando sempre, sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os carinhos que instruiu em criança sem medo de dizer: eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor ou bonitar (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Arthur da Távola
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| Monday, 26-Apr-2004 00:00 |
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Soneto XLIV
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Se minha carne fosse pensamento
A distância jamais me reteria;
Apesar dos espaços, em um momento,
E bem longe, a ti eu chegaria.
Que importa onde meu pé pudesse estar,
Em que terra de ti tão afastada ?
O pensamento salta terra e mar
Só de pensar na terra desejada.
Morro ao pensar que não sou pensamento,
E que sonhar distâncias não consiga;
Sou feito de água e terras, os elementos
Que ao tempo ocioso e à minha dor me obrigam.
De lentos elementos me resigno,
A ter somente as lágrimas, seus signos.
A um dia de verão como hei de comparar-te ?
A um dia de verão como hei de comparar-te ?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável!
Em maio o vendaval em ternos botões disparte
E o estio se consome em prazo não durável.
Às vezes, muito quente, o olho de céu fulgura,
Outras vezes se ofusca com a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso é enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder tua beleza,
Vagando em sua sombra, o fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo, tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.
... Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que,
com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”
William Shakespeare
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| Sunday, 25-Apr-2004 00:00 |
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Frases Legais...
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Enquanto a maioria sonha com uma Ferrari...
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Meu sonho é ter um Mazda RX-7...
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Mas tem outro carro além desse que eu sonho em ter...
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“A experiência ensina-nos que amar não significa duas pessoas a olhar uma para a outra, mas a olharem na mesma direção”.
"O amor diminui quando para de aumentar”.
"Amar é querer estar perto, se longe; e mais perto, se perto”.
"Sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
"No homem, o desejo gera o amor, na mulher, o amor gera o desejo”.
"Na vida do homem, o amor é uma coisa à parte, na da mulher, é toda a vida”.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também ter vivido um grande amor”.
"O amor é um sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição”.
"Metade dos nossos erros na vida nascem do fato de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir”.
"O coração conhece razões que a própria razão desconhece”.
"O mais importante da vida não é saberes onde estás, mas sim para onde vais”.
"Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes”.
"Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples”.
"Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”.
"Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias”.
"Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz”.
"Somos mais pais do nosso futuro do que filhos do nosso passado”.
"Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje”.
"Aquilo que não podes conservar não te pertence”.
"Faça da tua alma um diamante. Por cada novo golpe uma nova face, para que um dia ela seja toda luminosa”.
"Aquele que se perde é que encontra novos caminhos”.
"As lágrimas são o sangue da alma”.
"Aquele que não consegue suportar o que é mau, não vive para saber o que é bom”.
"Para se ser feliz até certo ponto é preciso ter sofrido até esse mesmo ponto”.
"Nunca está mais escuro do que quando está para chegar a manhã”.
"Nada nos torna tão grandes como uma grande dor”.
"O homem que a dor não educou será sempre uma criança”.
"Os espinhos que te ferem são produzidos pelo arbusto que plantas”.
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.Fernando Pessoa
"No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade”.
"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte”.
"O que mais me dói é saber que eu e você nunca seremos nós”.
"Sempre tive pena de mim mesmo porque não tinha sapatos, até que encontrei um homem que não tinha pés”.
"Somente quem passa pelo gelo da dor chega à inocência do amor”.
"Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la”.
"É a soma de todos os amores falhados que torna o homem capaz de amar e ser amado”.
"Não sou teu dono! Apenas te amo. Por isso, te liberto, pois para mim mais vale ver teu sorriso longe dos meus braços do que sentir tuas lágrimas a molhar meu peito”.
"O essencial é invisível aos olhos. Vê-se com o coração”.
"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado”.
"A tarefa mais difícil é aprender a esquecer quem aprendemos a gostar”.
"Não sei se dentro de você há um pouco de mim, mas dentro de mim há muito de você”.
"Parem todos os relógios, cortem os telefones, silenciem a voz. Ele era meu norte, meu sul, meu leste e meu oeste. Minha semana de trabalho, meu descanso de domingo, o meio dia, a meia noite, minha conversa, uma canção. Eu pensei que o Amor duraria pra sempre; eu estava enganada...”.
"Sempre é uma palavra muito forte, mas amar é ter esperanças”.
"Quem se afasta tem sem dúvida uma parcela de culpa. Quem se cala impõe uma barreira. Pois que de nada adianta plantar sem regar e cuidar. De nada adianta seduzir e abandonar. O amor, a amizade, exige presença, ou corre-se o risco de vê-los esfriar”.(Lea Wainer)
"A recordação de um amor terminado, mas que permanece fortemente na memória, é tão absorvente quanto era o próprio amor”.
"As quatro fases do amor são: nasce nos braços do desdém, cresce sob a proteção do desejo, diverte-se com as carícias e morre envenenado de ciúmes”.
"... E se incendeias meu coração/ Então te conduzirei no meu sangue”.
"A felicidade do homem está em” eu quero “; a felicidade da mulher, em” ele quer ““.
"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de ama-lá”.
"O amor pequeno se mostra grandioso nas catástrofes; o amor grande se prova todos os dias nas coisas pequenas”.
"O que eu mais quero não é ser o seu primeiro amor, mas sim seu último romance”.
"Apaixonar-se é abrir-se para o outro sem nenhuma garantia”.
"Que não seja imortal (posto que é chama) Mas que seja infinito enquanto dure”.(Vinícius de Moraes)
"O primeiro beijo não o dão os lábios, mas os olhos”.
"Um homem perde o senso de orientação após quatro drinques; uma mulher após quatro beijos”.(Henry Mencken)
"Essa sua boca que tanto beijei, hoje me negou um sorriso”.
"A única maneira de entender uma mulher é amando-a. E aí não é preciso mais entendê-la”.
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| Saturday, 24-Apr-2004 00:00 |
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Almofadas no chão
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Legalzinho
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O olhar conta muito
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Adoro figuras de dragões
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Almofadas no chão
Por mais que os anos lhe pareçam pesos acrescentados à sua bagagem, você nunca esquecerá de uma caixa cheia de brinquedos.
Ainda que sua alegria de hoje não seja a mesma dos anos primeiros, jamais lhe será possível esquecer como era sorrir sem medo de ser feliz.
Mesmo que decepções tenham abalado sua confiança nos semelhantes, vez ou outra você se lembrará de alguém pequenino que há muitos anos lhe deu um beijo melado numa festa de aniversário.
Ainda que muitos amores entrem e saiam de sua vida, as lembranças do primeiro amor em nenhum tempo se apagarão de sua memória.
Depois de alguns fracassos, talvez hoje você creia que é difícil alcançar o sucesso, mas para sempre relembrará o orgulho que sentiu de si mesmo quando recebeu seu primeiro diploma.
Se hoje nada mais o espanta, após tantos desapontamentos, por certo nunca esquecerá o espanto e o prazer que sentiu quando descobriu que Papai Noel era o seu papai.
Embora a solidão tantas vezes o assalte, em certos momentos você lembrará como era bom ficar sozinho, falando com seus amigos invisíveis para "gente grande".
Se hoje, nos dias de lazer, em praias ou campos, você se policia todo o tempo para não se sentir ridículo, é bem nesses dias que você recorda como já foi gostoso andar sem vestes, inocentemente, e sem sentir vergonha.
Por mais que o tempo passe, você é uma criança e sempre será.
Agora você está aí, crescido, sofrido, cheio de boas e de más experiências, de vivências que o ajudam a prosseguir, mas lá no fundo, bem no fundo, você sabe que o alguém que mais tinha a lhe ensinar era a criança que você mandou ficar quieta, comportada, sentada lá num cantinho não podendo abrir a boca sem pedir licença.
Liberte-a para libertar-se.
Seja qual for a sua idade, isso pouco importa à sua criança. É só chamar e ela se aproximará. Chame-a!
Ria com ela... Brinque com ela... Ela está louquinha para fazer bagunça e para morrer de rir de você e com você.
Alegre-a! Ela merece! Você merece!
Não se importe com o que os outros possam pensar, pois eles também são crianças e sempre serão.
Convide-os para um passeio no seu trenzinho elétrico. Talvez eles se neguem a ir, mas um dia se arrependerão.
Vá sem medo de cair! Para crianças Deus coloca almofadas no chão
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| Friday, 23-Apr-2004 00:00 |
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Viver não dói
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Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Carlos Drummond de Andrade
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| Thursday, 22-Apr-2004 00:00 |
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Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
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Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber.
Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.
Arthur de Távola
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| Wednesday, 21-Apr-2004 00:00 |
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O TAMANHO DAS PESSOAS
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(Shakespeare)
"Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de Ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... É a sua sensibilidade sem tamanho..."
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